Total de visualizações de página

quarta-feira, 11 de maio de 2011




- Ontem chorei pela guerra cotidiana, por tudo que fomos. Pelos apelos de paz não atendidos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido.
Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados.
Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos.
 Pelas tentativas de sobrevivência. Pelo amor derramado.
Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido.
Pelo respeito Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa.
Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados.
Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário